Brasil é o oitavo País no mundo mais conectado na internet
Enviado por mkanno em 03 | 10 | 2004 (2117 leituras)

O Brasil tem uma posição de destaque no mundo quando se trata de internet. Em janeiro deste ano (data do último relatório mundial disponível), o País possuía 3,1 milhões de computadores ligados à rede, o que o colocava em 8º lugar no mundo, 3º nas Américas e 1º na América Latina entre os países mais conectados à internet.

O Brasil somava mais que o dobro do número de computadores conectados no México (1,3 milhão), o segundo país do continente a entrar na lista, em 15ª posição. À frente do Brasil estavam Estados Unidos, Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Canadá.

No início de setembro, o site de registro da internet no Brasil já somava 1,3 milhão de domínios (endereços de acesso). Eram 676.634 mil domínios de entidades profissionais, como adm.br (de administração) ou odo.br (de odontologia). Dos 651.967 restantes, 91% eram comerciais, com a terminação “com.br” e os 9% restantes divididos entre outras 22 terminações, como gov.br, org.br, ind.br (indústria) ou mil.br (militar).

História

A primeira rede brasileira com conexão para redes internacionais nasceu no Rio, em setembro de 1989, quando o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da ONG Ibase, criou o Alternex , um serviço de conferências eletrônicas, e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).

Segundo Demi Getschko, mais antigo membro do Comitê Gestor da internet no Brasil, cerca de um mês depois começou a funcionar uma rede da Fundação para o Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que já solicitara acesso a uma das redes dos Estados Unidos, a BitNet, em 1988. Fapesp e RNP tinham linhas de comunicação internacionais independentes.

Em 1991, Rio e São Paulo foram integrados, e a Fapesp passou a ficar responsável pelo tráfego de protocolos do padrão norte-americano (TCP-IP) e pelo registro dos domínios “pontobr”. Em 1993, as duas capitais foram ligadas a Brasília.

Getschko relata que, no Rio, onde a rede nasceu antes e com recursos do governo federal, os gestores utilizavam apenas os protocolos (codificação informática dos arquivos transportados) abertos, adotados pelo Comitê Consultivo Internacional de Telegrafia e Telefonia (CITT). Já a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), mantida com recursos estaduais, adotou mais rapidamente também outros protocolos das redes norte-americanas, mesmo que fechados.

Agencia Brasil

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