População diminui em 27% dos municípios brasileiros
Enviado por mkanno em 28 | 12 | 2004 (3600 leituras)

Estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a população diminuiu em 1.496 municípios (27%) dos 5.507 existentes no Brasil, no período de 1991 e 2000. Os destaques foram Ilhéus (BA), Nilópolis (RJ), São Caetano do Sul (SP) e Teófilo Otoni (MG). Por outro lado, 39,8% dos municípios tiveram crescimento populacional anual entre 0% ou 1,5%, abaixo da média nacional de 1,6% ao ano.

Os dados são da publicação Tendências Demográficas: Uma Análise da Amostra do Censo Demográfico 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que detalha os municípios com análises das tendências de crescimento ou declínio entre os anos de 1991 a 2000. A próxima atualização desse estudo só será feita com a realização do censo populacional previsto para 2010.

Nos 1.496 municípios onde houve queda populacional, o resultado tem relação direta com a criação de novos municípios durante o período avaliado e também com a perda de atratividade para sua população. A maioria deles tinha população de até 50 mil habitantes e juntos, eles concentravam 14,6 milhões de moradores.

De acordo com o estudo, foram encontrados grandes pólos de perda populacional em regiões do extremo norte do Rio Grande do Sul e em áreas próximas à fronteira com a Argentina; no oeste de Santa Catarina, na parte central do Paraná e fronteira com o Paraguai e nos municípios paranaenses que fazem limite com o Estado de São Paulo.

A situação também foi considerada crítica em um corredor de municípios que vai de Minas Gerais até a Bahia. Na região Nordeste, as principais perdas ocorreram nos municípios da fronteira de Alagoas e Pernambuco e nas regiões centrais da Paraíba e do Piauí. Na região Centro-oeste, os destaques foram os municípios do norte e oeste do Estado de Goiás e na região Norte, municípios pouco habitados do sudoeste regional.

Dos 2.193 municípios que tiveram crescimento de população de 0% até 1,5%, os destaques foram as capitais de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Porto Alegre (RS) e Vitória (ES). Juntos, estes municípios concentravam 63,5 milhões de habitantes, ou 37,4% da população total do País.

Com crescimento médio de 1,5% a 3,0% ao ano, ficaram 1.164 municípios (21,1% do total) e entre eles estavam as capitais Salvador (BA), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Curitiba (PR), Belém (PA), Goiânia (GO), São Luis (MA), Maceió (AL), Teresina (PI), Natal (RN), Campo Grande (MS), João Pessoa (PB), Cuiabá (MT), Aracajú (SE) e Porto Velho (RO).

Apenas 654 municípios, ou 11,9% do total, apresentaram ritmo de crescimento anual superior a 3%, destacando-se as capitais Manaus (AM), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

Crescimento e escolaridade

O estudo do IBGE mostra também que nos municípios brasileiros que tiveram crescimento populacional foi registrada a maior média de anos de estudo (6,6) e as taxas de escolarização mais expressivas. Estes municípios registraram ainda os maiores rendimentos (acima de 20 salários mínimos), o maior número de pessoas ocupadas e o mais baixo nível de fecundidade (de 2,21 filhos por mulher).

Já os municípios com queda de população tiveram a maior taxa de fecundidade (2,75 filhos por mulher), e a maior taxa de mortalidade de crianças menores de 1 ano de idade (36,4 óbitos para cada 1.000 nascidos vivos). A menor taxa de mortalidade infantil (27 óbitos para grupo de 1.000 nascidos vivos) foi registrada nos municípios com crescimento populacional médio.

Agência Brasil

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