Em 2003, o Brasil caiu da 12ª para a 15ª colocação entre as maiores economias do mundo, depois de ter ocupado a 8ª posição em 1998. Mesmo assim, com PIB de US$ 493 bilhões, em 2003, continua sendo o País com a economia mais forte em toda América Latina.
O Brasil obtém cerca de 60% de seu suprimento de energia a partir de fontes renováveis, como hidrelétricas e etanol (a partir da cana-de-açúcar), e 64% do petróleo que consome são produzidos internamente.

É o maior exportador de ferro, assim como um dos maiores exportadores de aço do mundo. A produção do parque industrial brasileiro, o principal e mais desenvolvido da América Latina, inclui veículos, petroquímicos, alumínio, metais não-ferrosos, fertilizantes, cimento, têxteis, artigos de vestuário e calçados, além de produtos manufaturados de alta tecnologia como aeronaves e equipamentos elétricos e eletrônicos. Os Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Suíça, Japão, Reino Unido, França, Argentina, México e Canadá são os maiores parceiros comerciais do Brasil.

Mercosul
Em 26 de março de 1991, foi criado o Mercado Comum do Sul (Mercosul), com a assinatura do Tratado de Assunção, pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que estabeleceu a união aduaneira e a zona de livre-comércio em caráter parcial entre os quatro países-membros. Além deles, Chile e Bolívia participam como membros-associados, ou seja, assinaram tratados para a formação da zona de livre comércio, mas não participam da união aduaneira.

O objetivo do Mercosul é permitir a livre movimentação de capital, trabalho e serviços entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que também se comprometeram em manter a mesma alíquota de importações para determinados produtos.

Desde 1991, o relacionamento comercial entre os países-membros mais que triplicou. O comércio do Brasil com seus parceiros do Mercosul alcançou US$ 18,7 bilhões em 1997, tendo sido de US $ 3,6 bilhões em 1990.

Em abril de 1998, o bloco firmou um acordo com o Pacto Andino para a criação da Área de Livre Comércio da América do Sul (Alcsa), a partir de 2000.

›› AGRICULTURA
Historicamente, a agricultura desempenha papel fundamental na economia brasileira. Até a década de 50, alguns produtos agrícolas tornaram-se o elo do País com o mercado mundial e formaram ciclos importantes, como o do algodão, do cacau, da borracha, do café e da cana-de-açúcar.

Apenas da década de 70 teve início o processo de modernização agrícola, que resultou em aumento da produtividade e da variedade de produtos cultivados. A soja ganhou destaque e sua produção superou a dos produtos tradicionais.

Nos anos 80, a agricultura ainda tinha um peso importante na economia do País. Graças aos incentivos fiscais e facilidades especiais de crédito concedidos pelo Governo Federal, a agricultura ganhou mais eficiência.

Em apenas duas décadas (dos anos 70 aos 90), a agricultura brasileira praticamente dobrou a produção anual de grãos. De acordo com o IBGE, na década de 80, o setor agrícola registrava crescimento de 3,4%, contra 1,7% do industrial. Em 1996, o crescimento agropecuário foi de 4,1%, e em 1997, de 1,9%. Novas culturas surgiram já voltadas para o mercado externo, como a soja, a cana-de-açúcar e a laranja.

Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja, arroz, feijão, milho, algodão e laranja.

O clima variado permite que o País cultive os mais diversos tipos de frutas, desde os tropicais (no norte), até cítricos e uvas, nas regiões temperadas do sul. No setor agropecuário, o Brasil destaca-se como o segundo maior produtor mundial de carne bovina. Além disso, tem o segundo maior rebanho de bovinos do planeta (atrás da Índia) e o terceiro de suínos e frangos, só perdendo para a China e Estados Unidos.

›› INDÚSTRIA
As indústrias brasileiras estão em todas as áreas. O desenvolvimento ganhou impulso nos últimos 25 anos, com grande diversificação e expansão da produção de bens manufaturados e de consumo durável. Além disso, estabeleceram-se no País indústrias de alta tecnologia, como as do campo das telecomunicações, informática, biotecnologia e novos materiais. Quatro setores (aço, automotivo, petroquímico e serviços públicos) foram fundamentais para o desenvolvimento do setor industrial brasileiro e para o crescimento da economia brasileira.

Em nível mundial, o Brasil é reconhecido por sua indústria petroquímica e de petróleo na qual se destaca a Petrobrás, a maior companhia do País e a única no mundo que detém a tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas (cerca de 2 mil metros abaixo da superfície) e de etanol, combustível ecológico, cuja exportação vem sendo negociada com o Japão.

Na área de geração de energia, o Brasil também domina as mais avançadas técnicas de construção de hidrelétrica de grande porte. Entre as obras está a Hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo, localizada no rio Paraná, na fronteira Brasil-Paraguai, próxima das Cataratas do Iguaçu. Com 18 turbogeradores, Itaipu produz 12,6 milhões de kilowatts, divididos igualmente entre Brasil e Paraguai.

A indústria automotiva brasileira, por sua vez, é a mais importante da América do Sul. No Brasil estão instaladas as maiores montadoras do mundo como a General Motor, Ford, Volkswagen, Fiat, Peugeot, Renault, Honda e Toyota, que fabricam cerca de 2 milhões de unidades anualmente.

Já a indústria aeronáutica briga pelo terceiro lugar entre as maiores do planeta. Embora o inventor do avião, Alberto Santos Dumont, fosse brasileiro, o setor aeronáutico só decolou há 20 anos. Porém, hoje, as aeronaves projetadas e fabricadas inteiramente no Brasil pela Embraer, a quarta maior empresa produtora de jatos regionais do mundo, são exportadas para vários países de todos os continentes.

Nessa corrida tecnológica, a indústria de informática não ficou para trás. Embora a participação brasileira no comércio internacional do setor não chegue a 2%, o País tem um grande potencial para crescimento e começa a ganhar destaque no mercado de informática do Mercosul.

›› RIQUEZAS DO SOLO
O subsolo brasileiro está entre os mais ricos do mundo. A variedade e volume de minérios só são comparáveis ao da Federação Russa, dos Estados Unidos, do Canadá, da China e da Austrália.

As reservas de minérios de ferro do Brasil são estimadas em 48 bilhões de toneladas, das quais 18 bilhões na Serra de Carajás (Estado do Pará). Apenas os depósitos já identificados são suficientes para suprir a demanda mundial de ferro (em níveis atuais e crescimento projetado) para os próximos 100 anos.

O Brasil possui ainda reservas comprovadas de 208 milhões de toneladas de manganês, 2 bilhões de toneladas de bauxita, 53 milhões de toneladas de níquel (que podem chegar a 400 milhões de toneladas, segundo as estimativas), além de potássio, fosfato, tungstênio, cassiterita (fonte do estanho), chumbo, grafite, cromo, ouro, zircônio e tório, um mineral radioativo raro. Recentemente foi confirmada uma grande reserva de urânio de alto percentual (1,3%) nos Estados de Minas Gerais e Goiás.

As riquezas do subsolo tornam o Brasil um dos maiores produtores mundiais de pedras preciosas, com destaque para diamantes, esmeraldas, águas-marinhas, topázios, ametistas e turmalinas.
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